Holocausto das árvores
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  • Jerimum o Sol que nasce
    inchando o vermelho no céu
    Floresta cheia de cores
    roendo as entranhas da terra 
    com suas raízes vivas
    Kupahúba tem raízes
    Não vai encontro ao vento:
    è o vento que a abraça
    trás o cheiro do bacuri, fruto carnoso,
    do capuaçu, polpa aromatica
    de pitanga, de murici…
    No céu vermelho alaranjado 
    o silencio obscura a luz
    Kupahúba vê um rio derramar-se
    brotando da casa do sol
    O vento traz luz resplandecente 
    e fumo negro e calor incandescente
    e penetra entre as arvores
    as folhas ardem movendo-se 
    no meio da desordem da floresta
    entre o caos e a fumaça.
    Tudo é fogo… as arvores caem… tudo è cinza:
    Neste ritmo frenético também o céu cairá. 
    O extermínio não pára:
    Kupahúba espera 
    sente o fogo correndo em seus ramos
    seu corpo verde treme e sente a dor,
    ela que alivia a dor sente
    o fogo gemer em seu tronco
    perpassar suas raízes 
    e a terra morta da floresta devastada,
    escombros… 
    O holocausto de uma multidão de arvores.
    O vento não trás musicalidades conhecidas
    perturbações de verde e azul 
    retornem retornem ritmos antigos

    1998